Áreas de atuação · Psicólogo em Bauru
Terapia para adolescentes em Bauru: um espaço que é só dele
Antes era fácil saber como seu filho estava. Dava para ler no rosto, na forma de contar o dia. Agora a porta fica fechada, as respostas viraram monossílabos e qualquer pergunta soa como interrogatório para os dois lados.
Você fica em dúvida se aquilo é adolescência normal ou algo que precisa de atenção — e essa dúvida cansa. Procurar orientação não é dramatizar. É querer entender antes que a distância aumente.
Se você é o adolescente lendo isso: você não precisa estar em crise para merecer um lugar onde possa falar sem ser corrigido, aconselhado ou comparado. É disso que se trata aqui.
O que costuma trazer as famílias até aqui
Nenhum item desta lista é diagnóstico, e nenhum deles sozinho significa que há algo errado. São situações que valem uma conversa — não uma conclusão.
Se em algum momento houver menção a se machucar ou a não querer mais viver, isso não é assunto para esperar. Procure atendimento imediato ou ligue 188 (CVV, 24h).
Uma dúvida legítima
"E se for só uma fase?"
Boa parte do que acontece na adolescência é, de fato, desenvolvimento normal. O cérebro está em reforma: a área que regula impulso e planejamento amadurece anos depois da que processa emoção. Por isso a intensidade vem antes da capacidade de administrá-la.
Só que "ser uma fase" não é o mesmo que "não precisar de apoio". Ninguém dispensa um professor de matemática porque a dificuldade é normal na idade. Terapia funciona na mesma lógica: um adulto de fora, sem interesse na briga de ontem, ajudando a colocar em palavras o que ainda não tem nome.
O que se aprende ali não é sobre esta semana. É reconhecer o que se sente antes de explodir, sustentar frustração sem se destruir por dentro, e decidir por valores em vez de reagir no automático. Isso segue com ele para a vida adulta.
Como funciona o atendimento
Trabalho com terapias contextuais — ACT, DBT, FAP e CFT. Traduzindo: o foco é prático, voltado para o que o adolescente faz com o que sente, não para diagnosticá-lo.
Primeiro, construir confiança
Nenhum trabalho acontece com alguém que se sente vigiado. As primeiras sessões servem para o adolescente perceber que não estou ali como extensão dos pais nem para julgar escolhas — e que ele pode discordar de mim sem consequência.
Dar nome ao que está acontecendo
Muito do que parece rebeldia ou preguiça é, de perto, ansiedade, medo de decepcionar ou exaustão. Nomear muda a relação com aquilo — e muda o que se pode fazer a respeito.
Treinar habilidades concretas
Regular emoção intensa sem se machucar nem explodir, dizer o que precisa sem agredir, tolerar o desconforto de tentar algo que pode dar errado. São habilidades que se treinam, não traços de personalidade.
Frequência e formato
Sessões semanais, de 50 minutos, presenciais em Bauru ou online. A regularidade importa mais do que a intensidade: encontros esparsos não sustentam vínculo.
Sobre o sigilo — sem rodeio
Você vai saber como o processo está caminhando. Você não vai receber o relato do que foi dito em sessão — o sigilo é integral e é dever previsto no Código de Ética do Psicólogo, não uma preferência minha.
Essa distinção não é burocracia: um adolescente que sabe que tudo será repassado não fala do que importa, e aí não há terapia — há uma hora paga de conversa vazia. O sigilo é a condição para o trabalho existir.
Isso não te coloca de fora. Combinamos no início como será a comunicação: retornos sobre o andamento, orientação sobre o que ajuda em casa, e encontros com a família quando fizerem sentido.
A exceção é clara e dita a todos desde o primeiro dia: risco à vida ou à integridade do adolescente. Nesse caso a família é envolvida, e o adolescente sabe disso antes de qualquer coisa. É exigência ética do Conselho Federal de Psicologia, e eu explico isso na frente dele — não pelas costas.
O papel de vocês nesse processo
Boa parte do que trava um adolescente não está dentro dele — está no que se repete em casa todos os dias. Por isso o trabalho quase sempre inclui orientação parental: entender o que a sua reação provoca, o que costuma piorar mesmo com a melhor das intenções, e o que dizer quando a conversa começa a esquentar.
Ninguém aqui vai apontar culpados. Vocês não estão terceirizando o filho para alguém consertar. Estão somando um adulto a mais do lado dele — e recebendo apoio para exercer um papel que ninguém ensina.
Quem vai atender seu filho
Sou Thiago Mengali, psicólogo clínico em Bauru — CRP 06/228900. Atendo adolescentes e adultos com terapias contextuais, presencial e online.
Quem responde a sua mensagem sou eu. Não há triagem, secretária ou atendente no meio do caminho.
Perguntas frequentes
Meu filho não quer ir à terapia. O que eu faço? +
É a regra, não a exceção. Quase sempre a recusa é medo de duas coisas: de ser julgado, e de que a terapia seja castigo disfarçado por algo que ele fez. Ajuda muito apresentar como espaço dele, não como consequência. E você pode marcar uma conversa só sua antes, para alinharmos como levar o assunto em casa.
Vou saber o que ele conversa nas sessões? +
Não. O que seu filho fala em sessão fica na sessão. Você não recebe relato do que foi dito, nem resumo de conversa, nem acesso às minhas anotações — e não é por escolha minha, é dever profissional previsto no Código de Ética do Psicólogo.
O que você recebe é retorno sobre o processo: o que está sendo trabalhado, como está evoluindo, e orientação prática sobre o que ajuda em casa. Isso é diferente de saber o conteúdo.
Existe uma única exceção, e ela é dita a todos no primeiro encontro, com seu filho presente: risco à vida ou à integridade dele. Fora disso, o sigilo é integral. É essa garantia que faz o adolescente falar de verdade — sem ela, ele passa as sessões editando o que conta, e o processo não vai a lugar nenhum.
Terapia online funciona para adolescentes? +
Funciona bem na maioria dos casos — essa geração se comunica com naturalidade por vídeo, e às vezes se abre mais sem estar num consultório. O que precisa existir é um lugar com privacidade em casa, sem alguém do outro lado da porta. Em algumas situações o presencial é mais indicado, e avalio isso caso a caso.
A partir de que idade você atende? E crianças? +
Atendo adolescentes a partir de 12 anos em psicoterapia individual.
Para crianças mais novas, também há caminho: o trabalho acontece por outras vias — orientação de pais, acompanhamento familiar, ou encaminhamento para colegas com formação específica em infância. Me escreva contando a idade e o que está acontecendo, e eu te digo qual formato faz mais sentido no caso do seu filho.
Quanto tempo dura o processo? +
Não tenho prazo para dar, e desconfie de quem dá. As sessões são semanais e a duração depende do que aparece no caminho. O que garanto é clareza: revisamos juntos como está indo, e você não fica no escuro sobre o que está sendo trabalhado.
Sou adolescente e quero terapia, mas meus pais não sabem. +
Você pode me mandar mensagem e conversar comigo sobre isso. Menores de idade precisam de autorização de um responsável para iniciar o processo, mas você não precisa resolver essa parte sozinho — posso te ajudar a pensar em como abrir o assunto em casa.
Comece por uma conversa — antes mesmo de falar com ele
Você não precisa ter certeza de que "é grave o suficiente". Me conte o que está percebendo e eu te digo com honestidade se faz sentido começar, se vale esperar, ou se outro profissional atenderia melhor.
Presencial em Bauru e online para todo o Brasil. Sigilo profissional garantido — CRP 06/228900.